Pecado vem a ser a transgressão de uma lei, ou seja, é o descumprimento de um mandamento ou ordenança do Senhor.
Atualmente, quando mencionado nas igrejas a palavra “pecado “ muitos à associam ao adultério, a prostituição e a fornicação, esquecendo-se de que o pecado não se resume apenas nestas palavras, mas vai muito além disto, passando por transgressões consideradas simples até os pecados considerados graves, embora os ensinamentos bíblicos nos façam concluir que não existe pecado maior ou menor - pecado é pecado, seja ele qual for.
Quando uma pessoa perde o emprego, naturalmente, passar por dificuldades até adaptar-se a nova situação mas, com o tempo, acaba se acostumando; isto porque o ser humano tem certa capacidade a acostumar-se com as situações. O mesmo acontece com o pecado. À princípio, sentimos certo incomodo, proporcionado pelo Espirito Santo mas, passado um tempo, caso a condição pecaminosa seja mantida, nos acostumamos e já não ouvimos mais a voz do Espírito.
A bíblia diz em gálatas 5, que o espírito milita contra a carne, ou seja, o espírito do crente é contrário aos seus impulsos carnais - que tendem ao pecado. O fato é que, todo ser humano, cristão ou não, tem dentro de si certa tendência ao pecado e é justamente esta a base de toda tentação. Uns são mais tentados pela bebida, alguns por dinheiro, outros por poder, mas o fato é que todos temos uma certa propensão ao pecado e isto é de conhecimento do inimigo, que só faz-nos proporcionar um encontro com aquilo que nós mesmo desejamos. Portanto, jamais devemos pensar que somos auto-suficientes a ponto de não cairmos em tentação, que somos imbatíveis ou coisas do tipo pois, algo, dentro de nós, sempre tenderá ao pecado.
“ Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido “. Prov 5, 22.
Esta definição delineia perfeitamente o que é ação do pecado em nossas vidas; ele dispões de “ cordas “ para prender sua vítima, isto é, ele acaba fazendo do pecador seu escravo e é justamente essas “ cordas “ que tornam a libertação mais difícil.
Quando Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, havia ficado mais de 40 dias em jejum e, naturalmente, teve fome. Sugestivamente, a primeira tentação do inimigo foi para que Ele transformasse pedras em pães, isto porque, se as pedra tornassem pães, ele teria mais uma maneira de atraí-lo, e, caso Jesus caísse na tentação, teria prendido-o com as “ cordas “ do pecado. As tentações que hoje nos são impostas podem não ser as mesmas, mas a estratégica não mudou; primeiro somos colocados frente aquilo que representa nossa própria concupsciencia / vontade, e, se cairmos na tentação, acabamos presos. É mais ou menos aquilo que a arapuca faz com o passarinho, primeiro ela o atrai com sua comida, depois o engaiola - o prende.
Com a tentação imposta a Cristo, o diabo não queria apenas que Ele contrariasse a Deus, mas tinha uma intenção muito mais arrojada, ele queria destruir o elo que nos ligaria novamente a Deus - que foi destruído com a queda de Adão - , isto é, queria destruir plano de salvação para o homem. Ainda hoje, o interesse do inimigo na nossa queda, vai além de apenas contrariarmos a Deus, o que realmente ele deseja é destruir nossa comunhão com Deus e roubar nossa salvação.
Na verdade, o pecado é uma poderosa arma maligna que, independente do calibre, pode derrubar qualquer um. A questão não é se o pecado é considerado grave, passivo de disciplina ou que dimensões que ele tomou, o fator preponderante e considerável é se o pecado aconteceu ou não e, principalmente, se a pessoa está presa a ele.
Infelizmente, alguns de nós, nos acostumados ( nos deixamos ser presos ) à certos pecados e já não notamos mais sua presença em nosso dia-a-dia, para se confirmar isto, basta perguntar por que fulano chegou atrasado a um compromisso, por que deixou de cumprir com alguma tarefa e, para alguns, apenas perguntar qual a idade. É preciso considerar que, se o pecado fosse algo totalmente desprazeroso ou desvantajoso, dificilmente alguém seria atraído e preso por ele, mas o fato é que o pecado alimenta algo dentro do homem, é por isso que, mesmo sabendo que será prejudicial, ele ainda continua vitimando pessoas.
Certa vez, ouvi de um amigo o seguinte testemunho: um jovem cristão estava na companhia de amigos que não compartilhavam da mesma fé e do mesmo testemunho; todos os jovens estava bebendo e alguns fumando, exceto o cristão. Quando então um dos fumantes disse ao Cristão “ ei, você é preso, não pode beber, não pode fumar, não pode curtir “, o cristão, sabiamente, respondeu: “ eu posso beber e fumar, só não o faço porque não me convém. E você, já que é livre, deixe de beber e fumar agora. “, sem resposta, o jovem fumante se afastou.
Notamos aqui que o pecado realmente prende aqueles que o pratica e é por isso que a bíblia fala tantas vezes sobre libertação.
A primeira condição que precisamos ter em mente, para que não sejamos ou permaneçamos presos ao pecado, é que somos homens e que, enquanto estivermos nesta condição, seremos tentados e existirá a possibilidade de cairmos. Não existe homem que esteja isento de ser tentado, o próprio Jesus foi tentado, portanto, já que a tentação virá, é necessário estarmos vigilantes.
“ Vigiai e orai, para que não entreis em tentação... “ Mat 26, 41 a.
Outro ponto a ser considerado é que não devemos nos expor a tentação, isto é, acreditar que somos forte o suficientes para resistir / suportar “ ... na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca “ Mat 26,41 b - este foi o erro de Sanção. “ Abstende-vos de toda a aparência do mal “ 1 Te 5, 22.
Devemos também não nos esquecermos de que a nossa força vem do Senhor, nosso refugio e segurança são provenientes do Espirito Santo. Que jamais haja em nós qualquer tipo de soberba ou vã glória. Lembremos que o homem, na sua essência, isto é, sem Deus, quase nada se aproveita. “ A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito “ Prov 29,23.
“ Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres “ joa 8,36. Só Jesus pode libertar.
Aos que estão presos, é necessário que se admita a condição de pecado, que haja arrependimento genuíno e mudança de posição, imediata.
Os braços do Senhor não estão encolhidos, mas é necessário que o pecador queira a libertação e esteja disposto a fazer sua parte.
A Palavra do Senhor nos reserva uma infinidade de promessas e bênçãos e, para alcança-las, basta seguir a seguinte receita: Primeiro confesse o pecado ao Senhor, até tudo transformar-se em misericórdia, depois misture com um pouco de fé ( a medida de um grão de mostarda ), depois mexa, ou melhor, mude de posição, então deixe a mistura repousar nas mãos de Deus e espere o sobrenatural; agora é só esperar o tempo certo e já pode experimentar a benção do Senhor.
II Cor 5,17-21 " ... 18 E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; 19 Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo ..."
Esse espaço nasce de um desejo semeado por Deus no meu coração, de pregar o Evangelho do Reino, com o propósito de reconciliar o coração do homem ao coração de Deus.
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