Esse espaço nasce de um desejo semeado por Deus no meu coração, de pregar o Evangelho do Reino, com o propósito de reconciliar o coração do homem ao coração de Deus.

domingo, 3 de abril de 2016

Saber esperar!

Há, como é angustiante esperar. Por vezes eu sinto que 'esperar' é uma das coisas mais difíceis pra mim. Só que aceitar a soberania de Deus requer saber esperar. Estou aprendendo isso na marra. E, quando a gente espera, espera e de repente, quando parece que algo vai acontecer... E Nada! E, pior, quando dá errado. Aí vem a frustração, a decepção, o cansaço.
É nessas horas que nós precisamos ter maturidade, conhecimento bíblico e fé. Tenho apostado numa fórmula que tem me ajudado bastante diante de uma frustração:


1. Maturidade: Para pensar com calma sobre minha situação e procurar saber qual a vontade de Deus para a minha vida diante do que está me acontecendo. 


2. Conhecimento bíblico: Diante dos problemas tenho recitado pra mim mesmo as promessas do Senhor, me recordando de que em Jesus eu sou mais que vencedor (Rm 8,37), e tenho notado que isso é sim a coisa certa a se fazer diante de uma crise.


Salmo 121: 

"Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?
O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará.
Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel.
O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita.
De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite.
O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida.
O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre".


3. Fé: Só com a "Fé em Alta" é possível fazer com que o conhecimento bíblico ajude de verdade. A Fé me permite crer que tudo o que aprendi é real e válido para a minha vida. E fé é um dom, então, todos os dias eu oro para que Deus aumente a minha fé!

Eu creio que Deus está no controle de todas as coisas e que Ele tem o melhor reservado para cada um de nós.
A Paz do Senhor Jesus Cristo a todos!!! Boa Semana!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Quem não tomar a sua cruz...

Estejamos alertas, focados em nos desviar de todo e qualquer falso doutrinamento que possa ser lançado sobre nós. Cada vez mais as pessoas buscam as coisas fáceis, simples, um aplicativo para resolver cada um dos perrengues que possam surgir no caminho, mas, ao lermos as Escrituras Sagradas, notamos que quando se trata de SALVAÇÃO não existem "atalhos" nem "aplicativos" que substituam a luta diária de cada Cristão para permanecer fiel a Jesus Cristo e a Seus ensinamentos. Essa fidelidade por inúmeras vezes irá nos fazer entrar em rota de colisão frontal com os valores deste século. Sim, defender a fé custará cada vez mais caro! Cristão não pode se iludir de que ao entrar numa determinada comunidade religiosa todos os seus problemas desaparecerão como por passe de mágica. Não foi isso que Jesus prometeu. Porém, podemos e devemos ter a confiança de que Ele estará sempre conosco (Mt 28-20), de que quando estamos reunidos em seu nome Ele sempre se faz presente (Mt 18-20), de que, quando Lhe pedimos algo que está de acordo com o seu propósito maravilhoso para nossas vidas podemos ter a certeza de já haver recebido tal coisa ( 1ª Jo 5,14-15) e que, não importa qual a situação nem o tamanho da adversidade, Deus está sempre no controle de tudo e o seu propósito é o que sempre irá prevalecer (Pv 19-21).

Jesus nos disse vigiai e orai ... (Mt 26-41), todos nós já ouvimos esse conselho alguma vez na vida.  E, este conselho está mais atual que nunca. Que possamos dar testemunho da nossa fé em meio a esse mundo de trevas e caos social. Que a nossa postura firme e irrepreensível com os valores da nossa fé seja o cartão de visita que nos credencie a Cidadania do Reino de Deus e que atraia outros a se juntarem a nós nessa luta da fé.


Lc 14-27: Da mesma forma, todo aquele que não carrega a sua própria cruz e segue após mim não pode ser meu discípulo.




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A VINHA DE NABOTE - 1 Reis 21.1-5;15,16


 UMA PALAVRA SOBRE A IMPORTANCIA E A RECOMPENSA PARA QUEM GUARDA SUA HERANÇA E UM ALERTA SOBRE OS PERIGOS DA COBIÇA!


 Nabote foi vítima da cobiça do ímpio rei Acabe que desejou ardentemente possuir a sua propriedade. Mas, o que é “cobiça”? Quais as consequências que podem sobrevir aquele que permite ser inflamado por esse sentimento? Vejamos de que maneira Deus se pronunciou ante a estratégia de Jezabel com o consentimento de Acabe de apoderar-se do bem alheio, levando o proprietário e sua família a morte e como Deus age ante as injustiças cometidas pelos homens.

I - QUEM ERA NABOTE E COMO ERA A SUA VINHA

A Bíblia nos dá poucas informações a respeito de Nabote, apenas nos diz que ele era um israelita temente a Deus e nos mostra o seu lugar de origem que era Jezreel. Portanto, ele era um jezreelita (I Rs 21.1). O nome próprio de Nabote deriva-se do árabe e quer dizer “rebento” ou “fruto”. A Bíblia nos informa que ele era proprietário de uma vinha. O Aurélio diz que “vinha” é a quantidade mais ou menos considerável de videiras (planta que dá uvas) dispostas aproximadamente entre si. A palavra hebraica para vinha é “kerem”, ela está distribuída ao longo do Antigo Testamento pelo menos 92 vezes. A primeira ocorrência está em (Gn 9.20). Em Israel era comum as pessoas plantarem vinhas, no entanto, a vinha de Nabote tinha características que conforme o relato bíblico a tornavam diferente das demais, vejamos alguns informações detalhadas sobre isso:

1.1 Estava junto ao palácio. Segundo a narrativa bíblica a vinha de Nabote estava localizada num lugar privilegiado, perto do palácio de campo de Acabe, pois o outro palácio ficava em Samaria “E sucedeu depois destas coisas que, Nabote, o jezreelita, tinha uma vinha em Jezreel junto ao palácio de Acabe, rei de Samaria” (I Re 21.1).

1.2 Estava pronta. Para se cultivar uma vinha era necessário bastante esforço. O profeta Isaías fez uma descrição vívida do trabalho envolvido no preparo, plantio e cultivo de uma vinha (Is 5.1-7). A “vinha” estava localizada nas rampas de uma colina (Is 5.1). A terra era limpa de pedras antes que as mais tenras vinhas fossem plantadas (Is 5.2). Uma torre de vigia provia visibilidade sobre a “vinha” (Is 5.2) e um lagar que é um local para esmagar as uvas que eram talhados de uma pedra (Is 5.2).
Quanto todos os preparativos haviam sido feitos, a “vinha” estava pronta e em alguns anos esperava-se que produzisse frutos.
Enquanto isso, a vinha exigia poda regular (Lv 25.3,4). As “vinhas” se localizavam principalmente na região montanhosa e nos montes mais baixos. A Bíblia menciona a “vinha” em Timna (Jz 14.5), Jezreel (I Rs 21.1) e até em En-Gedi (Ct 1.14).

1.3 Tinha valor. Para Nabote sua vinha tinha um valor significativo, que ultrapassava o dinheiro e até mesmo a troca por outra vinha melhor (I Rs 21.2), visto que a recebera como herança dos seus pais, como ele mesmo professa “Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais”(I Re 21.3). O Aurélio diz que herança é “bem, direito ou obrigação transmitidos por via de sucessão ou por disposição testamentária”. A vinha, no entanto, não era propriedade (herança) particular de Nabote, mas de sua parentela. É possível que Nabote fosse o homem mais velho da família ou aquele que cultivava a terra, mas nem por isso, podia tomar sozinho a decisão de trocar ou vender a propriedade. Ademais, a lei de Israel estabelecia que a herança não podia ser vendida, pois era considerado um dever manter em família a terra de seus ancestrais (Lv 25.25-28; Nm 27.1-11; Nm 36.7-9). Em casos de pobreza extrema, as propriedades podiam ser arrendadas, mas deviam ser devolvidas ao proprietário no ano do Jubileu (Lv 25.10,13,28).

II - A COBIÇA E OS MALES QUE A ACOMPANHAM

A Bíblia nos mostra que os pecados de Acabe não se resumiram ao casamento pagão e a idolatria. Este rei perverso também cometia injustiças sociais. Acabe cobiçou a vinha de Nabote e intentou adquiri-la. A palavra “cobiçar” no hebraico “epithumeõ”significa, “fixar o desejo em” (formado de epi, “sobre”, usado intensivamente, ethumos, “paixão”), quer de coisas boas ou ruins, por conseguinte, “almejar, desejar ardentemente, ambicionar”, é usado em (At 20.33) com o significado de “desejar mal”, acerca de “desejar dinheiro e vestuário”.

2.1 A cobiça a luz do Antigo Testamento. A Lei de Moisés condenava esse pecado, que aparece descrito no Decálogo (Dez mandamentos) “Não cobiçarás” (Êx 20.17). O texto deixa claro que coisa alguma pertencente a outrem, deve ser desejado. Foi motivado pela cobiça, que Acabe tentou adquirir as terras de Nabote a dinheiro ou em troca de um vinhedo melhor (I Rs 21.2).
Mas, como já vimos, Nabote recusou-se negociar, sob a alegação de que aquelas terras faziam parte da herança da sua família (I Rs 21.3). Acabe, embora com relutância e tristeza, já se dispunha a aceitar a decisão de Nabote (I Rs 21.4). No entanto, Jezabel sua ímpia esposa, não concordou com isso (I Rs 21.5-7). Por isso dispôs-se junto ao seu marido, realizar uma estratégia diabólica para apropriar-se da vinha de Nabote. A cerca da influência de Jezabel sobre Acabe o escritor sagrado nos diz: “Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR; porque Jezabel, sua mulher, o incitava” (I Rs 21.25).

2.2 A cobiça e seus males. Quase sempre, o desejo desordenado da cobiça provoca alguma ação para que o cobiçoso adquira o que quer, ou para que persiga o possuidor do objeto ou da pessoa cobiçados. O ímpio rei Acabe, é um exemplo clássico da cobiça e seus males. Para resolver a sua frustração de não ter conseguido possuir a vinha de Nabote, a rainha Jezabel escreveu uma carta com o selo do rei (para parecer que a correspondência fosse enviada por ele) aos anciãos e nobres daquela cidade onde Nabote morava. Nesta carta, Jezabel pediu que forjassem acusações contra Nabote (I Rs 21.8-10). Os anciãos transgrediram a lei (Êx 23.1-3), pois arranjaram dois indivíduos de mau caráter, possivelmente comprados pela rainha, acusaram Nabote de blasfêmia, o que seria suficiente para a execução dele (Lv 24.15,16). O terrível plano foi cumprido sem nenhum impedimento. Para que não houvesse dificuldades futuras com a herança de Nabote, ele e seus filhos foram apedrejados (II Rs 9.26). Perceba quais os males que seguiram a cobiça deste casal:

MENTIRA. Os anciãos resolveram atender aos intentos de Jezabel. Como podemos ver sempre há homens prontos a venderem seu testemunho por dinheiro a fim de que sirva aos maus propósitos daqueles que os alugam. “E os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que habitavam na sua cidade, fizeram como Jezabel lhes ordenara, conforme estava escrito nas cartas que lhes mandara” (I Rs 21.11).
FALSO TESTEMUNHO. O veredito de morte já estava predeterminado, por Jezabel. Mas, era necessário elaborar um falso julgamento com um simples aspecto de justiça, para que, à vista do povo, desse a impressão de ser um julgamento leal, arranjou-se duas testemunhas, conforme pedia a Lei (Dt 17.6,7); mas eram falsas. “E ponde defronte dele dois filhos de Belial, que testemunhem contra ele” (I Rs 21.10-a).
ASSASSINATO. Por fim, a trama culminou na execução de Nabote, pois o levaram para fora da cidade e o apedrejaram. A injustiça estava claramente executada, pois Nabote foi executado por um crime que jamais cometeu “Então mandaram dizer a Jezabel: Nabote foi apedrejado, e morreu” (I Rs 21.14).

2.3 A cobiça a luz do Novo Testamento. A cobiça é alistada entre os pecados destacados por Paulo (Ef 4.19). Aparece na lista dos vícios dos povos pagãos (Rm 1.29). Apesar de não ser especificamente alistada entre as obras da carne (Gl 5.19-21), a cobiça é uma das causas de várias obras carnais, como o adultério, o ódio, as dissensões, etc., devendo ser incluída entre as “tais coisas” que Paulo mencionou, e que não permitem que uma pessoa chegue ao reino de Deus “…que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl 5.21).

III - A MENSAGEM DE JUSTIÇA DO PROFETA ELIAS

Em vez de se contrapor a Jezabel que havia utilizado de sua autoridade, transgredindo a lei e ordenando a execução do de Nabote e sua família, o rei Acabe consentiu com os injustos atos de sua perversa esposa, a fim de apossar-se do objeto da sua cobiça, a vinha de Nabote, o que fez logo em seguida “E sucedeu que, ouvindo Acabe, que Nabote já era morto, levantou-se para descer para a vinha de Nabote, o jezreelita, para tomar posse dela” (I Rs 21.16). Todavia o que o casal tramara em oculto, o Deus de Israel estava para revelar. A Bíblia diz que o Senhor enviou o profeta Elias novamente para confrontar Acabe, dessa vez na vinha de Nabote (I Rs 21.17,18). O rei já havia recebido uma palavra de sentença de morte de um profeta desconhecido “a tua vida será em lugar da sua vida” (I Rs 20.42); também do profeta Micaías “…se tu voltares em paz, o Senhor não tem falado por mim” (I Rs 22.28); e por conseguinte por meio do profeta Elias que anunciou que Acabe morreria e que aconteceria com o seu corpo o mesmo que aconteceu com o de Nabote“No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão também o teu próprio sangue” (I Rs 21.19-b) e ainda acrescentou o castigo a cerca da sua mulher e da sua descendência (I Rs 21.23,24). O que aconteceu a seu tempo como fora predito (I Rs 22.34-38; II Rs 9.34-36; II Rs 10.1-10).

IV - COMO DEUS AGE ANTE AS INJUSTIÇAS

A partir da história de Nabote, podemos concluir que Deus não fecha os olhos as injustiças cometidas pelos homens, pois Ele é justo (Rm 1.17; 10.3; Jo 17.25; Sl 116.5; 2 Tm 4.8). A justiça é a santidade de Deus em ação, relativamente aos homens. Na sua justiça, Ele zela pelo cumprimento das suas leis e normas dadas aos homens. Na sua santidade e verdade, Deus não pode revogar a sua própria Palavra, nem a sentença imposta aos transgressores, porque elas são imutáveis como Ele o é, a menos que estes se arrependam e abandonem suas práticas pecaminosas. A justiça de Deus leva o homem, que vive deliberadamente em pecado, ao juízo divino (Dt 1.17). Quanto as injustiças Ele age com: IMPARCIALIDADE (sem fazer acepção de pessoas) (Dt 10.17; II Cr 19.7; Rm 2.11; Ap 20.12); JUSTIÇA (Êx 34.7; Nm 14.18; Na 1.3) e MISERICÓRDIA para aqueles que se arrependem, livrando-os da condenação (Jr 18.7,8; Jn 3.4-10; Jl 2.12-14; At 3.19; 17.31).

CONCLUSÃO: Concluímos dizendo que esta lição nos alerta a termos cuidado com a cobiça. Esse terrível sentimento não pode encontrar guarida no coração do salvo, do contrário poderá conduzi-lo a perdição. Aqueles que enveredam por esse caminho, receberão a devida recompensa, pois Deus julgará os segredos dos homens naquele Dia (Rm 2.16; I Co 14.25).

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Fé x Fidelidade

Reflexões de observar o mundo...

Hoje em dia vemos muita gente falando que "Crê" em Deus. Essa expressão é usada até como um amuleto, um escudo diante de dificuldades etc.
Já bem menos se fala em ser "Fiel" a Deus. Aliás, a palavra fidelidade tem andado cada vez mais fora de moda, infelizmente.
Alguns até confundem as coisas, achando que já estão fazendo o suficiente por declarar que creêm em Deus,no entanto, “fé” e “fidelidade” embora estejam bem próximas, não são a mesma coisa.


A fé é aquele poder indefinível, dom de Deus, pelo qual podemos crer em uma realidade que ainda permanece invisível. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”(Hb 11:1). Fidelidade, em contraste, é o funcionamento desse sistema de crenças interiores. Quando temos fé em Deus, agimos com fidelidade. Os atos de fidelidade são a demonstração de nossa fé e as linhas que dão coesão ao nosso sistema de crenças e comportamento.

Então, se realmente temos fé em Jesus Cristo, isso logo implica que a nossa vida seja impactada e moldada por essa fé, de modo a nos assemelharmos ao nosso Senhor, já que "cremos" n'Ele. Fico pensando: Não faz sentido crer que verdura é melhor, mais saudável, ter opção de escolha e então comer fast-food! É o que vemos hoje, tantos de nós cremos em Deus mas, preferimos aquilo que não vêm da parte d'Ele. 

domingo, 21 de setembro de 2014

Por que é tão difícil deixar o pecado ?!?

Pecado vem a ser a transgressão de uma lei, ou seja, é o descumprimento de um mandamento ou ordenança do Senhor.
Atualmente, quando mencionado nas igrejas a palavra “pecado “ muitos à associam ao adultério, a prostituição e a fornicação, esquecendo-se de que o pecado não se resume apenas nestas palavras, mas vai muito além disto, passando por transgressões consideradas simples até os pecados considerados graves, embora os ensinamentos bíblicos nos façam concluir que não existe pecado maior ou menor - pecado é pecado, seja ele qual for.
Quando uma pessoa perde o emprego, naturalmente, passar por dificuldades até adaptar-se a nova situação mas, com o tempo, acaba se acostumando; isto porque o ser humano tem certa capacidade a acostumar-se com as situações. O mesmo acontece com o pecado. À princípio, sentimos certo incomodo, proporcionado pelo Espirito Santo mas, passado um tempo, caso a condição pecaminosa seja mantida, nos acostumamos e já não ouvimos mais a voz do Espírito. 

A bíblia diz em gálatas 5, que o espírito milita contra a carne, ou seja, o espírito do crente é contrário aos seus impulsos carnais - que tendem ao pecado. O fato é que, todo ser humano, cristão ou não, tem dentro de si certa tendência ao pecado e é justamente esta a base de toda tentação. Uns são mais tentados pela bebida, alguns por dinheiro, outros por poder, mas o fato é que todos temos uma certa propensão ao pecado e isto é de conhecimento do inimigo, que só faz-nos proporcionar um encontro com aquilo que nós mesmo desejamos. Portanto, jamais devemos pensar que somos auto-suficientes a ponto de não cairmos em tentação, que somos imbatíveis ou coisas do tipo pois, algo, dentro de nós, sempre tenderá ao pecado. 
“ Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido “. Prov 5, 22.
Esta definição delineia perfeitamente o que é ação do pecado em nossas vidas; ele dispões de “ cordas “ para prender sua vítima, isto é, ele acaba fazendo do pecador seu escravo e é justamente essas “ cordas “ que tornam a libertação mais difícil.
Quando Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, havia ficado mais de 40 dias em jejum e, naturalmente, teve fome. Sugestivamente, a primeira tentação do inimigo foi para que Ele transformasse pedras em pães, isto porque, se as pedra tornassem pães, ele teria mais uma maneira de atraí-lo, e, caso Jesus caísse na tentação, teria prendido-o com as “ cordas “ do pecado. As tentações que hoje nos são impostas podem não ser as mesmas, mas a estratégica não mudou; primeiro somos colocados frente aquilo que representa nossa própria concupsciencia / vontade, e, se cairmos na tentação, acabamos presos. É mais ou menos aquilo que a arapuca faz com o passarinho, primeiro ela o atrai com sua comida, depois o engaiola - o prende. 
Com a tentação imposta a Cristo, o diabo não queria apenas que Ele contrariasse a Deus, mas tinha uma intenção muito mais arrojada, ele queria destruir o elo que nos ligaria novamente a Deus - que foi destruído com a queda de Adão - , isto é, queria destruir plano de salvação para o homem. Ainda hoje, o interesse do inimigo na nossa queda, vai além de apenas contrariarmos a Deus, o que realmente ele deseja é destruir nossa comunhão com Deus e roubar nossa salvação. 
Na verdade, o pecado é uma poderosa arma maligna que, independente do calibre, pode derrubar qualquer um. A questão não é se o pecado é considerado grave, passivo de disciplina ou que dimensões que ele tomou, o fator preponderante e considerável é se o pecado aconteceu ou não e, principalmente, se a pessoa está presa a ele. 

Infelizmente, alguns de nós, nos acostumados ( nos deixamos ser presos ) à certos pecados e já não notamos mais sua presença em nosso dia-a-dia, para se confirmar isto, basta perguntar por que fulano chegou atrasado a um compromisso, por que deixou de cumprir com alguma tarefa e, para alguns, apenas perguntar qual a idade. É preciso considerar que, se o pecado fosse algo totalmente desprazeroso ou desvantajoso, dificilmente alguém seria atraído e preso por ele, mas o fato é que o pecado alimenta algo dentro do homem, é por isso que, mesmo sabendo que será prejudicial, ele ainda continua vitimando pessoas.
Certa vez, ouvi de um amigo o seguinte testemunho: um jovem cristão estava na companhia de amigos que não compartilhavam da mesma fé e do mesmo testemunho; todos os jovens estava bebendo e alguns fumando, exceto o cristão. Quando então um dos fumantes disse ao Cristão “ ei, você é preso, não pode beber, não pode fumar, não pode curtir “, o cristão, sabiamente, respondeu: “ eu posso beber e fumar, só não o faço porque não me convém. E você, já que é livre, deixe de beber e fumar agora. “, sem resposta, o jovem fumante se afastou. 
Notamos aqui que o pecado realmente prende aqueles que o pratica e é por isso que a bíblia fala tantas vezes sobre libertação. 
A primeira condição que precisamos ter em mente, para que não sejamos ou permaneçamos presos ao pecado, é que somos homens e que, enquanto estivermos nesta condição, seremos tentados e existirá a possibilidade de cairmos. Não existe homem que esteja isento de ser tentado, o próprio Jesus foi tentado, portanto, já que a tentação virá, é necessário estarmos vigilantes. 
“ Vigiai e orai, para que não entreis em tentação... “ Mat 26, 41 a.
Outro ponto a ser considerado é que não devemos nos expor a tentação, isto é, acreditar que somos forte o suficientes para resistir / suportar “ ... na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca “ Mat 26,41 b - este foi o erro de Sanção. “ Abstende-vos de toda a aparência do mal “ 1 Te 5, 22.
Devemos também não nos esquecermos de que a nossa força vem do Senhor, nosso refugio e segurança são provenientes do Espirito Santo. Que jamais haja em nós qualquer tipo de soberba ou vã glória. Lembremos que o homem, na sua essência, isto é, sem Deus, quase nada se aproveita. “ A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito “ Prov 29,23.
“ Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres “ joa 8,36. Só Jesus pode libertar. 
Aos que estão presos, é necessário que se admita a condição de pecado, que haja arrependimento genuíno e mudança de posição, imediata. 
Os braços do Senhor não estão encolhidos, mas é necessário que o pecador queira a libertação e esteja disposto a fazer sua parte.
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A Palavra do Senhor nos reserva uma infinidade de promessas e bênçãos e, para alcança-las, basta seguir a seguinte receita: Primeiro confesse o pecado ao Senhor, até tudo transformar-se em misericórdia, depois misture com um pouco de fé ( a medida de um grão de mostarda ), depois mexa, ou melhor, mude de posição, então deixe a mistura repousar nas mãos de Deus e espere o sobrenatural; agora é só esperar o tempo certo e já pode experimentar a benção do Senhor.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O amor de Deus é maravilhoso!


Efésios 3,14-21
" ...Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra.
  Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé; e oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, vocês possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus.
  Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós,a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém! ..."